Ana Kiffer

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Ana Kiffer. Professora Associada da Pós-Graduação em Literatura, Cultura e   Contemporaneidade da PUC-Rio, escritora, curadora da Exposição ‘Cadernos do Corpo’ (CCJF, 2016), uma das fundadoras da Revista DR, poeta na Revista VERA K, pesquisadora da obra do francês Antonin Artaud, vem desenvolvendo há muitos anos uma investigação dos diversos modos de relação entre os corpos e a escrita. Autora dos livros Tiráspola e Desaparecimentos [poesia], (editora Garupa, 2017), A punhalada [poesia], (7Letras, 2016, coleção Megamini), Antonin Artaud (EDUERJ, 2016), A Perda de si [org. sel e trad. de Cartas de Antonin Artaud] (Rocco, 2017) e das coletâneas Sobre o Corpo (7Letras, 2016), Expansões Contemporâneas – literatura e outras formas (UFMG, 2014), Experiência e Arte Contemporânea (Ed. Circuito, 2013), entre outros artigos e ensaios.

Sobre ‘o gesto mínimo’:

grafar a luz com gestos. traçar corpos com o ar. dobrar-se ao chão do mínimo. reunir restos. histórias perdidas. apagadas. as mulheres. desimportantes. escrevem. os desaparecimentos. do mundo. as mulheres. do mundo. do fim dele. essa formidável potência da dor. no azul sideral. no branco vento. bing. agarra. essa espécie de delírio em navegar no ar. agarra. o movimento dentro dele. irrespirável. mesmo a filosofia. sobretudo a filosofia. precisa. a filosofia. do deserto. ele disse no seu oco. todo usado. o seu corpo gasto. exatamente dali. da circunvolução. da volta. agarra. bing. a revolta. do esgotamento. a revolução. do corpo. a revolução. vem do deserto. dela. do fim dele. ela. vem. do esgotamento. vem. a revolução.

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Foto de Alexandre Lima.

[o projeto do caderno “o gesto mínimo” engendrou camadas distintas. ele surgiu num caderno a4 onde me coloquei a tarefa de – após intensa observação dos gestos que se repetiam no meu corpo – buscar escrevê-los apenas através de um ou 2 traços de pastel vermelho ou negro sobre o papel. sobre cada página traçada eventualmente escrevia com caneta ponta fina uma ou outra frase…gérmen posterior desses poemas em prosa, outras desses fragmentos (como este aqui em cima) suspensos entre a crítica e a poética. mas queria voltar depois dessas camadas ao meu corpo. encontrei um amigo fotógrafo. combinamos um dia no seu estúdio que estava vazio. o navio deixava o rio. em direção a SP. ali vivemos algo que resultou numa quantidade imensa de fotos. depois eu as selecionei. e fui pensar numa outra composição. escrever com os restos dos cadernos. agora a partir das fotos. projeto ainda em processo sendo aqui e ali semeado no blog http://anakiffer.blogspot.com

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